O risco de uma mulher de quarenta anos de ter um filho autista é 50% maior do que aquele registrado no caso de uma mulher entre 25 e 29 anos de idade, segundo uma recém-publicada pesquisa da Universidade da Califórnia.
Após analisar todos os nascimentos no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, durante a década de 90, o estudo determinou uma relação entre o aumento da idade da mãe e o risco de o bebê desenvolver autismo. Para cada cinco anos de aumento na idade da mãe, o risco de diagnóstico de autismo na criança sobe em 18%.
O estudo foi publicado na edição de fevereiro da Autism Research e busca quantificar como a idade do pai e da mãe - separadamente e de maneira conjunta - afeta as chances de uma criança desenvolver ou não autismo.
Segundo seus autores, a pesquisa desafia uma atual corrente teórica que identifica a idade do pai como um fator chave para o aumento do risco.
"O estudo mostra que enquanto a idade da mãe aumenta consistentemente o risco de autismo, a idade do pai só contribui para o aumento do risco quando o pai é mais velho e a mãe tem menos de 30 anos. Entre mães com mais de 30 anos, a idade do pai não parece influenciar o aumento do risco de autismo", afirmou Janie Shelton, principal autora do estudo.
Causas
De acordo com os pesquisadores, determinar a relação entre o aumento da idade dos pais e o aumento do risco de diagnóstico de autismo nos filhos é essencial para entender as causas biológicas da doença.
"Nós ainda precisamos entender o que faz com que pais mais velhos coloquem seus filhos mais expostos ao autismo e a outros cenários adversos para que então possamos começar a desenhar intervenções", disse Irva Hertz-Picciotto, autora senior do estudo.
Fonte:BBC Brasil
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Frases Augusto Cury -O Vendedor de Sonhos
Fonte:YouTube- Wisla Keile-Frases Augusto Cury do livro o Vendedor de Sonhos
Genética do envelhecimento
Agência FAPESP – Cientistas europeus anunciaram neste domingo (7/2) a descoberta de mutações genéticas associadas com o envelhecimento em humanos. O grupo analisou mais de 500 mil variações genéticas espalhadas pelo genoma para identificar as mutações, que se encontram próximas ao gene chamado Terc.
A novidade foi publicada na revista Nature Genetics. Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester, no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento.
A primeira é o envelhecimento cronológico, isto é, a quantidade de anos vividos, e a segunda é o biológico, no qual as células de um indivíduo são mais novas (ou mais velhas) do que sugere a idade real.
“Há cada vez mais evidências de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais problemas no coração e alguns tipos de câncer, está mais intimamente ligada à idade biológica do que à idade cronológica”, disse Samani.
“Estudamos estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo. Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem e que as células se dividem. O comprimento do telômero é, por conta disso, considerado um marcador do envelhecimento biológico”, explicou.
O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente mais velhas.
“Dada a associação entre telômeros mais curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais doenças”, apontou Samani.
As mutações identificadas estão próximas ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção do comprimento dos telômeros. “O que nosso estudo sugere é que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente”, disse Tim Spector, professor do King's College London e coordenador da pesquisa.
“Esse efeito se mostrou mais acentuado nos indivíduos com as variantes, que apresentaram o equivalente a três ou quatro anos de envelhecimento biológico conforme medido pela perda no comprimento dos telômeros. Essas pessoas podem envelhecer ainda mais rapidamente quando expostas a situações que se mostraram prejudiciais aos telômeros, como fumo, obesidade ou falta de exercícios físicos”, disse.
O artigo Common variants near TERC are associated with mean telomere length (DOI:10.1038/ng.532), de Nilesh Samani e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em www.nature.com/naturegenetics.
Fonte:Agência FAPESP
A novidade foi publicada na revista Nature Genetics. Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester, no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento.
A primeira é o envelhecimento cronológico, isto é, a quantidade de anos vividos, e a segunda é o biológico, no qual as células de um indivíduo são mais novas (ou mais velhas) do que sugere a idade real.
“Há cada vez mais evidências de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais problemas no coração e alguns tipos de câncer, está mais intimamente ligada à idade biológica do que à idade cronológica”, disse Samani.
“Estudamos estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo. Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem e que as células se dividem. O comprimento do telômero é, por conta disso, considerado um marcador do envelhecimento biológico”, explicou.
O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente mais velhas.
“Dada a associação entre telômeros mais curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais doenças”, apontou Samani.
As mutações identificadas estão próximas ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção do comprimento dos telômeros. “O que nosso estudo sugere é que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente”, disse Tim Spector, professor do King's College London e coordenador da pesquisa.
“Esse efeito se mostrou mais acentuado nos indivíduos com as variantes, que apresentaram o equivalente a três ou quatro anos de envelhecimento biológico conforme medido pela perda no comprimento dos telômeros. Essas pessoas podem envelhecer ainda mais rapidamente quando expostas a situações que se mostraram prejudiciais aos telômeros, como fumo, obesidade ou falta de exercícios físicos”, disse.
O artigo Common variants near TERC are associated with mean telomere length (DOI:10.1038/ng.532), de Nilesh Samani e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em www.nature.com/naturegenetics.
Fonte:Agência FAPESP
"Tesouros de Vera / Jiribatuba"
Prévia do documentário "Tesouros de Vera / Jiribatuba", que aborda os mitos e riquezas culturas de Jiribatuba, uma localidade da Ilha de Vera Cruz pertencente a Bahia, Brasil. Produzido pelos Jornalistas, Adilton Borges, Alex Jordan, André Frutuoso, André Luis, Carlos Eduardo e Murilo Gitel
Fonte:Youtube - Canal de embsa
Lamento Sertanejo
Lamento Sertanejo
Gilberto Gil
Composição: Dominguinhos / Gilberto Gil
Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.
Fonte:YouTube-nlimonge
Gilberto Gil
Composição: Dominguinhos / Gilberto Gil
Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.
Fonte:YouTube-nlimonge
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Lagartos do Vale do Peruaçu
Por Fábio Reynol
Agência FAPESP – Ao acompanhar um amigo em uma viagem ao Vale do Peruaçu, região norte de Minas Gerais, o biólogo Mauro Teixeira Júnior teve uma grande surpresa. Ele avistou um lagarto Enyalius pictus, espécie que até então os especialistas só haviam encontrado na região da Mata Atlântica.
O episódio levou Teixeira a elaborar um projeto de mestrado com o objetivo de fazer um levantamento dos lagartos do Vale do Peruaçu. Sob a orientação do professor Miguel Trefaut Urbano Rodrigues, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), o biólogo começou seu trabalho em 2007 com apoio de uma Bolsa da FAPESP, no âmbito de um Auxílio à Pesquisa – Regular coordenado por Rodrigues.
Dois anos depois, o trabalho de Teixeira resultou em um levantamento inédito sobre as espécies de lagartos encontradas durante a pesquisa, além de seus hábitos alimentares, relações com o clima, períodos de reprodução, entre outros dados relevantes.
Para coletar exemplares, o biólogo visitou o local durante os períodos de inverno (seco) e de verão (chuvoso) nos anos de 2008 e 2009 e espalhou armadilhas pela vegetação. Grupos de quatro baldes foram enterrados dispostos em formato de “Y” com uma lona preta ao redor. Os animais, ao tentar contornar a lona, caíam nos baldes.
Com esse sistema, chamado de armadilha de interceptação e queda, Teixeira recolheu informações valiosas sobre a fauna da chamada mata seca, bioma caracterizado por florestas sobre solo calcário que perdem a folha durante o período anual de estiagem.
Uma espécie de lagarto, a Stenocercus quinarius, considerada rara até então, foi encontrada em abundância no Vale do Peruaçu. “Só no primeiro dia de coleta, capturamos 20 lagartos dessa espécie”, disse Teixeira, informando que na literatura especializada só havia registros de oito exemplares avistados.
O conhecimento sobre os hábitos das espécies também foi aperfeiçoado com a pesquisa. Lagartos do gênero Phylopezus, considerados pela literatura como de hábitos noturnos, foram encontrados ao sol. E exemplares do gênero Mabuya, que os pesquisadores acreditavam ser terrícula (que só vive no solo), foram encontrados sobre árvores.
Para traçar o trajeto desses animais, o biólogo amarrou uma linha no dorso de exemplares capturados e os libertou. “Encontramos linhas passando sobre árvores, o que indicou que os Mabuya sobem na vegetação”, disse. Segundo ele, o sistema locomotor desse grupo não parece adaptado para escalar as plantas, o que torna a descoberta mais intrigante.
Nova espécie
O lagarto da Mata Atlântica que levou Teixeira a iniciar sua pesquisa, o Enyalius, mereceu uma atenção maior. Como os exemplares do norte de Minas apresentaram algumas diferenças morfológicas em relação aos da vegetação litorânea, o biólogo pretende agora fazer um exame de DNA para comparar os grupos. “Caso haja diferenças significativas no DNA, poderemos ter encontrado uma nova espécie”, disse.
Outra novidade que o estudo trouxe está relacionada aos hábitos reprodutivos dos lagartos. Apesar de a maioria das espécies se reproduzir no período chuvoso, foram encontradas algumas que se reproduzem o ano todo e ainda outras que preferem o período seco para esse fim, contrariando a hipótese inicial de que as condições extremas impostas pela estiagem impediriam a reprodução.
Além de lagartos, as armadilhas do projeto capturaram sapos e cobras. Entre eles, foi descoberta uma nova espécie de sapo. Teixeira quer aproveitar os dados de incidência desses outros animais para escrever um artigo sobre a herpetofauna (anfíbios e répteis) do Vale do Peruaçu.
Estudos como esse são muito importantes, segundo o orientador da pesquisa, pois tratam de uma região muito pouco conhecida e estudada. “Não sabemos praticamente nada desses pequenos biomas de transição”, disse Rodrigues, para quem essas áreas têm sido devastadas em vários pontos do país sem que ninguém se dê conta.
O professor da USP espera agora que Teixeira amplie esse trabalho em um projeto de doutorado, mapeando e coletando espécies da herpetofauna de matas secas de outras regiões do Brasil.
Fonte:Agência FAPESP
Agência FAPESP – Ao acompanhar um amigo em uma viagem ao Vale do Peruaçu, região norte de Minas Gerais, o biólogo Mauro Teixeira Júnior teve uma grande surpresa. Ele avistou um lagarto Enyalius pictus, espécie que até então os especialistas só haviam encontrado na região da Mata Atlântica.
O episódio levou Teixeira a elaborar um projeto de mestrado com o objetivo de fazer um levantamento dos lagartos do Vale do Peruaçu. Sob a orientação do professor Miguel Trefaut Urbano Rodrigues, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), o biólogo começou seu trabalho em 2007 com apoio de uma Bolsa da FAPESP, no âmbito de um Auxílio à Pesquisa – Regular coordenado por Rodrigues.
Dois anos depois, o trabalho de Teixeira resultou em um levantamento inédito sobre as espécies de lagartos encontradas durante a pesquisa, além de seus hábitos alimentares, relações com o clima, períodos de reprodução, entre outros dados relevantes.
Para coletar exemplares, o biólogo visitou o local durante os períodos de inverno (seco) e de verão (chuvoso) nos anos de 2008 e 2009 e espalhou armadilhas pela vegetação. Grupos de quatro baldes foram enterrados dispostos em formato de “Y” com uma lona preta ao redor. Os animais, ao tentar contornar a lona, caíam nos baldes.
Com esse sistema, chamado de armadilha de interceptação e queda, Teixeira recolheu informações valiosas sobre a fauna da chamada mata seca, bioma caracterizado por florestas sobre solo calcário que perdem a folha durante o período anual de estiagem.
Uma espécie de lagarto, a Stenocercus quinarius, considerada rara até então, foi encontrada em abundância no Vale do Peruaçu. “Só no primeiro dia de coleta, capturamos 20 lagartos dessa espécie”, disse Teixeira, informando que na literatura especializada só havia registros de oito exemplares avistados.
O conhecimento sobre os hábitos das espécies também foi aperfeiçoado com a pesquisa. Lagartos do gênero Phylopezus, considerados pela literatura como de hábitos noturnos, foram encontrados ao sol. E exemplares do gênero Mabuya, que os pesquisadores acreditavam ser terrícula (que só vive no solo), foram encontrados sobre árvores.
Para traçar o trajeto desses animais, o biólogo amarrou uma linha no dorso de exemplares capturados e os libertou. “Encontramos linhas passando sobre árvores, o que indicou que os Mabuya sobem na vegetação”, disse. Segundo ele, o sistema locomotor desse grupo não parece adaptado para escalar as plantas, o que torna a descoberta mais intrigante.
Nova espécie
O lagarto da Mata Atlântica que levou Teixeira a iniciar sua pesquisa, o Enyalius, mereceu uma atenção maior. Como os exemplares do norte de Minas apresentaram algumas diferenças morfológicas em relação aos da vegetação litorânea, o biólogo pretende agora fazer um exame de DNA para comparar os grupos. “Caso haja diferenças significativas no DNA, poderemos ter encontrado uma nova espécie”, disse.
Outra novidade que o estudo trouxe está relacionada aos hábitos reprodutivos dos lagartos. Apesar de a maioria das espécies se reproduzir no período chuvoso, foram encontradas algumas que se reproduzem o ano todo e ainda outras que preferem o período seco para esse fim, contrariando a hipótese inicial de que as condições extremas impostas pela estiagem impediriam a reprodução.
Além de lagartos, as armadilhas do projeto capturaram sapos e cobras. Entre eles, foi descoberta uma nova espécie de sapo. Teixeira quer aproveitar os dados de incidência desses outros animais para escrever um artigo sobre a herpetofauna (anfíbios e répteis) do Vale do Peruaçu.
Estudos como esse são muito importantes, segundo o orientador da pesquisa, pois tratam de uma região muito pouco conhecida e estudada. “Não sabemos praticamente nada desses pequenos biomas de transição”, disse Rodrigues, para quem essas áreas têm sido devastadas em vários pontos do país sem que ninguém se dê conta.
O professor da USP espera agora que Teixeira amplie esse trabalho em um projeto de doutorado, mapeando e coletando espécies da herpetofauna de matas secas de outras regiões do Brasil.
Fonte:Agência FAPESP
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