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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito
Podem me chamar de louco
Podem zombar das minhas ideias
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes
Não tenho bússola nem agenda
Não tenho nada, mas tenho tudo
Sou apenas um caminhante
À procura de mim mesmo."
Poesia Matemática - Millôr Fernandes
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Educar - Rubem Alves
Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.
Ama a simplicidade
Quem quer transpor o Rio São Francisco

... Não é ribeirinho, não ama a água e a terra em que vivemos...... Não assistiu à extinção de pirás e não viu sumir o surubim, condenado a não se reproduzir nas nascentes...... Não assistiu os vapores indo embora, sem volta...... Não sente a salinidade da água que bebemos do rio ao chover na região...... Não viu a irrigação chegar, em geral, para os mais ricos e crescer a miséria nas periferias de nossa região, cuja mão de obra é temporária em muitas culturas...... Não sente o cheiro de podre dos esgotos não tratados e nem presencia as plantas aquáticas invadirem nosso rio...... Não tem raízes aqui, não terá filhos aqui, que podem ser condenados a olharem do cais um rio morto... Mas você, que é beiradeiro, nascido ou criado, precisa agir... DIZER SIM À REVITALIZAÇÃO E NÃO À TRANSPOSIÇÃO....Antes que seja tarde demais .Profª Mary Ann março/2005
O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre -Beto Guedes/F.Brant
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ter
De a todo momento escolher
Com acerto e precisão a melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Prá ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever: recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas - Rubem Alves
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Americanos testam método que facilita transplante de células-tronco para tratar leucemia
Médicos americanos testaram num pequeno grupo de pacientes com leucemia um transplante de cordão umbilical que, segundo eles, não trouxe risco de rejeição e foi suficiente para deter a evolução da doença. Se novos testes confirmarem os resultados obtidos agora, o método acabará com a necessidade de encontrar um doador compatível, atualmente a maior dificuldade para realizar um transplante de medula óssea.
Pessoas com leucemia e outras doenças do sangue muitas vezes têm como única esperança um transplante de medula óssea. É na medula que estão células-tronco capazes de produzir novas células do sangue saudáveis. Nesse tipo de procedimento, a medula óssea do paciente é destruída e ele recebe uma nova medula doada. O maior problema é encontrar um doador compatível para que a medula óssea transplantada não seja rejeitada pelo sistema imunológico do paciente.
Uma opção para a medula óssea doada é o uso de células-tronco extraídas de cordão $. As células de cordão não têm as características que levam à rejeição pelo sistema imunológico. E, por isso, seriam ideais. No entanto, o maior obstáculo nesse caso é que o número de células-tronco presentes no cordão é muito pequeno. E seria arriscado usar cordões diferentes.
O método usado por pesquisadores do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer, em Seattle, nos EUA, promete contornar esse obstáculo. Ele multiplica o número de células-tronco progenitoras de células do sangue presentes num cordão umbilical num número que torna possível o tratamento.
Num estudo publicado na edição desta semana da revista “Nature Medicine”, os cientistas disseram ter testado o transplante de células de cordão em dez pacientes com leucemia avançada, de 3 a 43 anos de idade. Sete dos dez pacientes ainda estão vivos e apresentam melhora.
Segundo os pesquisadores, as células de cordão “expandidas” em laboratório foram aceitas pelo organismo mais depressa do que no transplante de medula convencional.
Da Agência O Globo
